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QUALIDADE DE VIDA E FORÇA MUSCULAR PERIFÉRICA DE PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA PARTICIPANTES DE UM PROGRAMA DE REABILITAÇÃO CARDIORRESPIRATÓRIA
Diogo Iulli Merten, Laura Jurema Dos Santos

Última alteração: 29-08-2016

Resumo


INTRODUÇÃO: A Insuficiência Cardíaca (IC) faz o coração bombear sangue de forma insuficiente para o corpo. Estudos recentes demonstram que o índice de doenças cardiovasculares vem aumentando gradativemente, gerando afastamento das atividades de vida diária em decorrência das limitações físicas e funcionais apresentadas. A atividade física desses pacientes é limitada por fadiga e dispneia com implicações importantes na qualidade de vida. OBJETIVO: Determinar a qualidade de vida e força muscular periférica de pacientes com IC submetidos a um programa de reabilitação cardiorrespiratória. METODOLOGIA: Estudo de coorte prospectivo realizado com pacientes com o diagnóstico de IC em acompanhamento em nível ambulatorial durante os meses de Março de 2016 à Agosto de 2016, onde os pacientes realizaram exercícios musculares periféricos para membros superiores e inferiores e exercicíos musculares respiratórios. A força muscular periférica foi verificada utilizando o Escore do Medical Research Council (MRC) que varia de 0 (ausência de força) a 60 (força muscular normal). A qualidade de vida foi avaliada com a versão brasileira do questionário de Minnesota (Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire) que avalia as percepções dos pacientes sobre a influência da IC nos aspectos físicos, socioeconômicos e psicológicos da vida. Os participantes responderam os 21 itens usando uma escala de resposta de seis pontos (0-5). Para avaliação da gordura corporal foi realizado a Circunferência Abdominal, para verificar a influência do excesso de gordura na vida do paciente com a fita métrica. Os dados foram analisados através de estatísticas descritivas. RESULTADOS: Foram incluídos 8 pacientes (67,0±9,5 anos) com diagnóstico de IC (FEVE 53,0±18,4%) durante o período, com predomínio do gênero feminino (62,5%). Na avaliação da força muscular periférica o escore MRC inicial foi de 53,8±6,0 e final foi de 58,5±4,2 pontos. O escore médio obtido pelo questionário de qualidade de vida Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire inicial foi de 41,4±17,7 pontos e final foi de 39,0±16,1 pontos. Na circunferência abdominal inicial as medidas foram 105,9±10,9 e a final de 105,4±9,6. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Houve incremento da força muscular periférica e melhora na qualidade de vida e com tendência a redução da circunferência abdominal dos pacientes acompanhados neste período, evidenciando a importäncia de programas de reabilitação destinados a esta população.

REFERÊNCIAS: Dutra OP. Sociedade Brasileira de Cardiologia. II Diretriz Brasileira de Cardiopatia Grave. Arq Bras Cardiol. 2006;87(2):1-75. Plentz RDM, Sbruzzi G, Ribeiro RA, et al. Treinamento muscular inspiratório em pacientes com insuficiência cardíaca: metanálise de estudos randomizados. Arq Bras Cardiol 2012; 99(2): 762-771.

 


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